SÁBADO: DIA DE LUTA PELA VACINA E PELO #FORABOLSONARO

SÁBADO: DIA DE LUTA PELA VACINA E PELO #FORABOLSONARO

As centrais sindicais, sindicatos filiados e movimento popular decidiram adotar a data de 23 de janeiro como o Dia Nacional de Luta e Manifestações a favor da vacinação contra a covid-19 e pelo #ImpeachmentJá.

Lamentavelmente, o Congresso Nacional não coloca em pauta os pedidos de impeachment contra Bolsonaro. Já são mais de 60 pedidos fundamentados em várias denúncias de crimes, que vão desde atos de improbidade até negligência contra a saúde pública.

Na última semana, o clima pró-impeachment ganhou força pela falta de uma ampla campanha de vacinação para imunizar a população contra o coronavírus, além do agravamento da crise com a escassez de oxigênio em Manaus e outras cidades para tratar pacientes com covid-19, o que já levou dezenas de pessoas a morrerem sufocadas.

Portanto há motivos para a realização de carreatas em todo o Brasil. Em Belém, a saída será na avenida Doca de Souza Franco, às 9h do sábado, 23.

É o início de um movimento crescente a favor da vida dos brasileiros e brasileiras, um grito de indignação contra o descaso e o despreparo do governo federal que cortou o auxílio emergencial, dificulta a aquisição e aplicação de vacinas contra a Covid, se omite diante do crescente desemprego, fome e miséria no Brasil.

#UrbanitáriosDoPará
#Vacinajá
#ImpeachmentDeBolsonaro

O que você precisa saber sobre a vacina e a importância da imunização no país

O que você precisa saber sobre a vacina e a importância da imunização no país

Com o início da vacinação contra a covid-19 junto aos profissionais de saúde, muita gente ainda tem dúvidas sobre a sua eficácia e como será a programação. Listamos o que se sabe até agora sobre a imunização

A imunização contra a Covid-19, enfim, começou no Brasil nesta segunda-feira (18) após a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar no último domingo (17) o uso emergencial das vacinas CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, e AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, com a Fiocruz.

Os dois imunizantes são os primeiros aprovados no país para o combate da pandemia do novo coronavírus. Diante do negacionismo do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) em ver a doença como grave e contagiosa, e ainda propagar fake news como o uso da cloroquina como prevenção à Covid-19, listamos aqui as mais importantes informações verdadeiras que você precisa saber.

Para que serve a vacina?

Ainda sem uma campanha e um calendário de vacinação, as dúvidas recorrentes são: quem vai ser chamado primeiro?; quem já pode se vacinar; por que é importante a vacina; quem tomar pode virar jacaré?; quem não pode tomar?

Primeiro, ninguém vira jacaré por tomar vacina e se proteger do coronavírus. Essa foi mais uma informação falsa entre as dezenas de fake news divulgadas por Bolsonaro. Segundo, a vacina contra a Covid-19 é fundamental para frear a pandemia que já matou mais de 209 mil brasileiros e infectou mais 8 milhões de pessoas. Ela serve também para a reabertura das cidades e das atividades econômicas de forma segura.

O objetivo, no entanto, é: garantir que o sistema imunológico de boa parte da população esteja preparado para defender o organismo quando encontrar o vírus e, assim, evitar o desenvolvimento da doença.

Quando começa a vacinação?

Após pressão dos governadores, o Ministério da Saúde informou que a vacinação nacional contra a Covid-19 começaria nesta segunda-feira (18). Porém, mais uma vez, a equipe do ministro da saúde, o general Eduardo Pazuello, fez trapalhadas com os horários e logística dos voos que levariam, nesta segunda-feira, as doses da CoronaVac de São Paulo para os demais estados brasileiros.

Apesar dos atrasos alguns estados, além de São Paulo, começaram a vacinar seus profissionais de saúde Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Piauí, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Espírito Santo, Tocantins, Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Amazonas e Rio Grande do Sul. Todos os detalhes sobre a vacinação no Brasil ainda não estão claros, e há ainda incertezas devido à falta de insumos provenientes da China. O que se sabe até agora é que a CoronaVac é a única vacina contra a doença no país que já está sendo distribuída.

A ideia do governo federal era começar a vacinação nesta quarta (20), porém os governadores pressionaram Pazuello a adiantar ainda mais o processo.

A imunização também começou nesta segunda-feira (18) em Campinas, interior de São Paulo. O governo paulista começa a distribuir doses, seringas e agulhas para imunizar funcionários de seis hospitais do estado: Hospital das Clínicas da USP em São Paulo; HC de Ribeirão Preto (USP); HC da Campinas (Unicamp); HC de Botucatu (Unesp); HC de Marília (Famema); Hospital de Base de São José do Rio Preto (Funfarme).

A Anvisa liberou o uso emergencial de 8 milhões de doses das vacinas sendo Coronavac (6 milhões) e Oxford/Astrazeneca (2 milhões). As doses da vacina de Oxford, que serão importadas da Índia, ainda não têm previsão de chegada ao país, após o fracasso de Bolsonaro em negociar com as autoridades daquele país, que se recusou a enviar o medicamento.

Quem vai tomar na 1ª fase?

A ideia é começar a imunização aos grupos prioritários que são: os profissionais de saúde da linha de frente no combate ao novo coronavírus, idosos que vivem em asilos com mais de 65 anos ou instituições psiquiátricas, indígenas e idosos a partir de 75 anos.

No entanto, após o recebimento das vacinas, caberá aos governos estaduais a data de início da vacinação e o agendamento dos grupos prioritários.

São Paulo, já começou a imunizar e distribuir as primeiras doses em profissionais da saúde e indígenas. O governo do estado pretende manter cerca de 1,4 milhão, um volume que não cobre a necessidades do número de pessoas prioritárias.

Cerca de 907,2 mil doses da vacina foram reservadas para os indígenas que vivem em aldeias, de acordo com o Ministério da Saúde. Ao todo, o país tem 6 milhões de doses da Coronavac.

Como saberei o lugar? O que precisa para eu me vacinar?

A aplicação deve obedecer uma ordem de grupos prioritários, a qual será divulgada pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde nesta quarta-feira (20).

De acordo com a Pasta, se o paciente ainda não for cadastrado nas bases de dados do órgão, o profissional de saúde poderá registrá-lo no momento do atendimento. No entanto, nem o Ministério da Saúde e nem o governo estadual sabem quais documentos serão necessários para se vacinar.

Eficácia da Coronavac e Oxford

A eficácia das vacinas também é outro ponto questionado por boa parte da população brasileira. Ao dizer que a Coronavac tem 50,38% de eficácia na imunização; 78% em casos leves e 100% para casos graves, é natural que as pessoas se confundam com esses números.

Os números significam que quem tomou a vacina tem 50% de chances do vírus não se instalar e outros 50% de se contaminar, mas o importante é que quem se contamina tem 78% de chances de não tem nenhum sintoma. Outros 22% pode ter sintomas. Porém 100% das pessoas que tomarem a vacina terão sintomas leves, sem gravidade, não precisando de internação em hospitais.

Eficácia da vacina AstraZeneca.

A vacina do Reino Unido, produzida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e a Fiocruz, ainda não chegou ao Brasil, mas está sendo utilizada em diversos países, como a Inglaterra.

A AstraZeneca apresentou uma eficácia média de 70,4% na última etapa de testes. Um pequeno grupo que tomou meia dose da vacina chegou a ter 90% de imunização, mas para a maioria, que tomou a dose completa, primeira aplicação e o reforço, a eficácia ficou em 62%.

O governo diz que as carteiras de vacinação conterão o nome da vacina aplicada para que as duas doses necessárias não sejam de diferentes origens, já que não se sabe o efeito que isto resultaria.

Também não há informações sobre possíveis reações das vacinas em mulheres grávidas.

Veja a quantidade de vacinas que será distribuída para cada Estado, a partir de suas regiões:

Região Norte - 296.520 doses

- Rondônia - 33.040

- Acre - 13.840

- Amazonas - 69.880

- Roraima - 10.360

- Pará - 124.560

- Amapá - 15.000

- Tocantins - 29.840

Região Nordeste - 1.200.560 doses

- Maranhão - 123.040

- Piauí - 61.160

- Ceará - 186.720

- Rio Grande do Norte - 82.440

- Paraíba - 92.960

- Pernambuco - 215.280

- Alagoas - 71.080

- Sergipe - 48.360

- Bahia - 319.520

Região Sudeste - 2.493.280 doses

- Minas Gerais - 561.120

- Espírito Santo - 95.440

- Rio de Janeiro - 487.520

- São Paulo - 1.349.200

Região Sul - 681.120 doses

- Paraná - 242.880

- Santa Catarina - 126.560

- Rio Grande do Sul - 311.680

Região Centro-Oeste - 415.880 doses

- Mato Grosso do Sul - 61.760

- Mato Grosso - 65.760

- Goiás - 182.400

- Distrito Federal - 105.960

Demora e descrédito da eficácia da vacina é culpa de Bolsonaro

A falta de planejamento estratégico do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) na condução da crise há quase um ano deixou o país sem agulhas, sem seringas e com poucas doses de vacinas para imunizar os brasileiros.

Mesmo com os altos números de mortes e contaminações no Brasil, a guerra ideológica travada no país em torno da vacina é assustadora, fazendo com que boa parte da população brasileira rejeite a CoronaVac, por ser desenvolvida na China.

Há meses, Bolsonaro utiliza este discurso inflamado de que não compraria “vacinas chinesas”, mas a realidade o fez mudar o tom das suas declarações, já na segunda-feira, após a autorização da Anvisa na utilização das vacinas inglesa e chinesa no país. Pelas redes sociais, o presidente afirmou que a vacina “não de nenhum governador, é do Brasil”.

A CUT, junto com as demais centrais, tem defendido a “vacina para todos” entre os cinco eixos para ação e mobilização unitária no ano de 2021.

 

Fonte: CUT Brasil - Walber Pinto