Dia de Luta da Mulher Urbanitária

Dia de Luta da Mulher Urbanitária

A união e mobilização das mulheres na luta por direitos, igualdade, oportunidades e pela vida se fazem ainda mais necessárias em tempos de governos autoritários, racistas, misógino, sexistas e machistas.
Nesse sentidos, o Sindicato dos Urbanitários convida a TODAS e TODOS para um momento especial, o Dia de Luta da Mulher Urbanitária: contra o assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, evento a ser realizado no dia 13 de março, sexta-feira, na sede do Sindicato, pela manhã, entre 9 e meio dia.
Neste dia, teremos a apresentação dos seguintes documentários: A lei da Mulher e Assédio sexual no trabalho. Participe, a sede do Sindicato fica na avenida Duque de Caxias, 1234, entre Lomas Valentinas e Eneas Pinheiro. Marco, em Belém.
Retrocesso - No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, uma mulher é agredida a cada quatro minutos. Os índices de feminicídio também vêm em uma crescente nos últimos anos. Infelizmente, nosso país é o oitavo no mundo que mais mata mulheres. Ainda assim, o governo federal trata esse desastre com descaso.
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos foi um dos que recebeu menos recursos entre janeiro e dezembro de 2019, mostrando total descompromisso do governo Bolsonaro com o que deveria ser prioridade nas políticas públicas, o combate à violência contra a mulher.

Data-base Cosanpa 2019: assembleias nesta quarta-feira, 11/3

Temos uma proposta a ser apreciada por você nas assembleias

Na manhã da segunda-feira, 9 de março, dirigentes do Sindicato dos Urbanitários do Pará e diretoria da Cosanpa retomaram o processo de negociação referente à data-base 2019. Uma proposta foi apresentada pela comissão da empresa. Essa proposta será levada à sua avaliação em assembleias a serem realizadas nesta quarta-feira, 11 de março, nos portões da empresa, no início do expediente, simultaneamente, em Belém e regionais.
Lembramos que a data-base em discussão começou a ser negociada em maio de 2019 e que, a pedido da direção da Cosanpa, foi estendida ao segundo semestre de 2019. Tivemos uma reunião em dezembro do ano passado e outros diálogos neste início de ano.
Para pressionar a empresa a negociar, foi necessária a realização de duas paralisações. E agora, vamos apreciar uma proposta. Por isso é fundamental que você se agende para chegar cedo na quarta-feira, dia 11 e participar das assembleias.

VAMOS EM FRENTE! O MOMENTO EXIGE AINDA MAIS UNIÃO E
MOBILIZAÇÃO!

Data-base Cosanpa: assembleias transferidas para os dias 5 e 6/março

As assembleias que iriam acontecer nos dias 3 e 4 de março, terça e quarta-feiras, serão realizadas nos dias 5 e 6 de março, quinta e sexta-feiras. Essa transferência de datas se deve ao fato da Casa Civil do Governo do Estado/Cosanpa, ter feito contato com o Sindicato afirmando que apresentará uma proposta referente à data-base 2019 até esta quarta-feira, 4 de março.
Desta forma, vamos levar a proposta para ser avaliada nas assembleias que ocorrerão na quinta e sexta-feiras, dias 5 e 6 de março.
Cabe ressalvar a importância de nos mantermos unidos, mobilizados e presentes às assembleias, para que juntos possamos avaliar e decidir os rumos desta luta em benefício da categoria. Estamos em negociação desde o ano passado e vamos continuar na luta pelo avanço no acordo coletivo.

Os boatos, o jornalismo, a mamadeira e as bruxas

Sempre foi cansativo – porque interminável enquanto mutável e submetido às referências, aos interesses e valores do seu tempo – o debate sobre o que o jornalismo deve fazer com boatos e notícias sobre a vida privada de pessoas públicas.

A premissa elementar seria esta: a vida privada de todas elas também é notícia, quando o fato tem relação com o poder que exercem, com o que fazem e pensam e como isso interfere na vida de todos. Inclusive no imaginário político criado em torno dos personagens envolvidos.

Antes, o dilema pode ser outro. O jornalismo deve noticiar o impacto de boatos pesados, sem comprovação de veracidade, às vezes devastadores, sobre a vida privada dessas pessoas públicas? Depende e esse é um imenso depende. Só não pode atuar como simples instrumento de reprodução dos boatos e dos objetivos que carregam.

Sempre prevaleceu entre a maioria dos jornalistas, e mais ainda com a disseminação de ‘informações’ pelas redes sociais, que tais fatos precisam ser abordados. Mas só para que o jornalismo ajude a compreender e esclarecer o que está sendo propagado.

Se não fizer assim, se não informar para ajudar a desvendar, o jornalismo será apenas aliado do disseminador do boato. Não só o jornalismo da grande imprensa, que sempre se dedicou à propagação de fofocas, mas principalmente o novo jornalismo de resistência, que tenta sobreviver à margem e apesar do poder das corporações.

O jornalismo tem a pretensão de perseguir todas as pistas que levem à verdade. É uma ambição grandiosa. Na direção contrária, estará se igualando a tudo o que condena. Se o jornalismo for um repetidor de fatos sem comprovação, estará buscando a própria morte, num contexto de crescente ameaça da irrelevância da informação.

Se não conseguir se separar das pirocas das redes sociais, o jornalismo cometerá a contradição fatal. Pede que seja valorizado por seu profissionalismo e pela seriedade ao que faz e, ao mesmo tempo, contribui para patrocinar a dúvida ou a inverdade.

Não significa a busca pelo conforto da falsa neutralidade. Não. O jornalismo só irá seguir em frente no mundo bolsonarista se tiver lado, se deixar claro o que defende e o que condena.

O jornalismo de combate só irá sobreviver se não for uma extensão ou um tambor das redes sociais. Mesmo assim, parte da esquerda tuiteira acredita que pode participar da luta contra a extrema direita com as mesmas táticas de Carluxo, metralhando boatos pelo Whats e pelo Twitter, na disputa pelos espaços das ignorâncias. Serão sempre brancaleones condenados a levar 7 a 1.

O que a esquerda não fez, ao não investir em alternativas e apoiar a mídia progressista, como política de governo, durante quase década e meia no poder, não será compensado agora com o apoio aos guerrilheiros das tuitadas.

Os comandos das esquerdas desprezaram a construção de uma estrutura de comunicação progressista. Vieram o golpe contra Dilma e o encarceramento de Lula.

Os espaços dessa batalha pela busca da verdade e pela reflexão fora do pacote conservador continuam em mutação. As grandes redações foram esvaziadas de jornalistas ‘esquerdistas’, desde o golpe, mais do que no tempo da ditadura.

Mas os boateiros de Twitter não podem ter a a pretensão de substituir os jornalistas. O tuiteiro pode ser um guerrilheiro e tentar atuar como jornalista, mas não é um jornalista. O novo jornalismo deve firmar posição fora desse pântano, sem ignorar que está perto dele.

Vejam Mercado de Notícias, o documentário de Jorge Furtado sobre jornalismo. As deformações estão todas ali. O boato miúdo disfarçado de informação sempre foi produto da imprensa.

Dizer, por exemplo, que Paulo Guedes está para cair pode ser apenas um boato. Os jornais vivem disso. Mas esse boato não mexe com a intimidade de Guedes.

Hoje, ficou pior, porque as redes competem com as grandes corporações especializadas em bobagens e entretenimento passados adiante como jornalismo.

Algumas lições são redundantes. Não caiam na tentação de criar e disseminar, à esquerda, as versões da mamadeira de piroca. Não ataquem as mulheres da extrema direita para atacar seus homens.

Não brinquem de guerra híbrida. Nem se agarrem a argumentos da Idade Média para defender as mesmas táticas narrativas que atendiam às demandas da Inquisição e davam vida às bruxarias.

Sejam firmes, decididos, tenham lado e digam que lado é esse e não respondam aos ataques do fascismo com rosas e frases bonitas. Mas não imitem os inquisidores.

 

(Jornalistas pela Democracia - Moisés Mendes)