Negociação da data-base Cosanpa será retomada dia 18 de novembro

Negociação da data-base Cosanpa será retomada dia 18 de novembro

No período de 18 a 22 de novembro de 2019 o Sindicato dos Urbanitários do Pará e uma comissão da Cosanpa retomarão a negociação de pendências da data-base 2019. Esta agenda foi definida em uma reunião realizada na segunda-feira, dia 4 de novembro, entre Sindicato e Cosanpa, na sede da empresa, da qual participaram dirigentes sindicais dos Urbanitários, o presidente da Cosanpa, o assessor da Presidência e a diretora de Gestão de Pessoas.
Lembrando que em junho de 2019, o Sindicato deu um crédito de confiança à diretoria da Cosanpa, quando deixou para novembro a negociação da aplicação do percentual referente ao INPC/IBGE nos salários e demais cláusulas econômicas.
Agora chegou o momento do governador Helder Barbalho e do presidente da Cosanpa cumprirem suas palavras, retomando o diálogo com os representantes dos trabalhadores e atendendo a reposição da inflação nos salários e cláusulas econômicas.
Diante dessa retomada das negociações, a categoria precisa estar mobilizada, por isso o Sindicato está convocando os trabalhadores e trabalhadoras para assembleias, a partir desta sexta-feira, dia 8, a serem realizadas em Belém e nas regionais do interior do Estado, veja calendário no quadro abaixo.
É fundamental neste momento a união de todos e todas para juntos nos mobilizarmos em busca da negociação e avanço em nossos direitos e conquistas.
Vá ás assembleias, que é o fórum certo para definirmos ações que façam a empresa cumprir o que ficou acertado no primeiro semestre. Participe e vamos à luta!

Entenda como a privatização de estatais como a Eletrobras vai afetar o seu bolso

Entenda como a privatização de estatais como a Eletrobras vai afetar o seu bolso

O povo precisa entender porque as privatizações são ruins para o país e para todos que precisam de luz, água e gás a preço justo

 

EBC/WILSON FERREIRA JUNIOR, entre 16% a 17

CUT Brasil – O governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL) anunciou a venda de 17 estatais brasileiras, num processo de privatizações sem precedentes na história do país. A decisão, ao contrário do que o governo diz, vai impactar a vida de todos os brasileiros, tanto os que podem ser demitidos das empresas que forem privatizadas, quanto das prestadoras de serviços, num processo em cadeia que pode destruir pequenos negócios que giram em torno da “empresa mãe” aumentando mais ainda o número de desempregados do país.

Se você ainda está se perguntando “e eu com isso?, – já que não trabalha nem tem parentes empregados numa empresa pública – saiba que as privatizações vão impactar diretamente no seu bolso e no de cada um dos milhões de brasileiros.

E isso vai acontecer porque os preços dos serviços que a estatal oferece vão aumentar, assim como serão reajustados os preços de outros bens que necessitam da matéria prima – energia, gás e petróleo, por exemplo – produzida pela empresa pública.

O Portal CUT decidiu fazer uma série de matérias mostrando como a privatização afeta a vida de todos os brasileiros. A primeira envolve as ameaças de privatização da Eletrobras. Se a empresa for vendida, além das contas de luz com preços exorbitantes, a população poderá ser afetada também pela falta de água.

O desabastecimento prejudicará ainda mais quem precisa de água em abundância como é o caso dos pequenos agricultores, responsáveis por 70% dos alimentos que o brasileiro coloca na mesa, e também do agronegócio.

“A Eletrobras tem 47 usinas hidrelétricas responsáveis por 52% de toda a água armazenada no Brasil. 70% dessa água são utilizados na irrigação da agricultura”, diz o engenheiro eletricista da Eletronorte e dirigente do Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal (STIU-DF), Íkaro Chaves.

“Imagine tudo isso nas mãos de uma empresa privada que só se interessa pelo lucro?”, pergunta o engenheiro, ressaltando que os aumentos de preços serão em cadeia. “Lógico que o preço vai subir para a agricultura e será repassado para a população que vai pagar mais caro pelos alimentos que coloca à mesa”, responde.

Além dos alimentos mais caros, o povo também terá de arcar com contas de luz mais altas e ainda vai  sofrer com o desabastecimento, afirma Íkaro, que explica: uma usina hidrelétrica tem a “chave do rio”. Ela armazena água para que em época de seca tenha como transformar a água em energia. Mas cada gota utilizada na transformação da água em energia é uma gota a menos para o abastecimento.

“Vai ter conflitos entre uma empresa, que ganha mais em período de seca com o aumento do preço da energia, a população e os agricultores que vão querer utilizar a água para consumo. Já numa empresa estatal, esse conflito é minimizado porque o abastecimento da população tem prioridade, mas uma empresa privada que visa o lucro, não vai se importar com a falta de água na torneira da população”, avalia.

Já no Nordeste a privatização da Eletrobras vai afetar a transposição do rio São Francisco, cujo reservatório é controlado pela Chesf, que faz parte do holding da estatal. “O impacto será muito grande para todos, mas a privatização vai afetar, principalmente, o abastecimento de água no Nordeste porque a Região sofre com grandes períodos de seca”, diz o Íkaro.

Segundo ele, já houve conflitos com agricultores na região em que a Chesf atua, mas como é uma empresa estatal, os conflitos foram mais rapidamente resolvidos. “Uma empresa privada não vai ter este cuidado”, afirma.

Íkaro diz ainda que a privatização da Eletrobras vai impactar no emprego de trabalhadores de outras áreas, como os das empresas de turismo que exercem atividades na água, já que as hidrelétricas definem o fluxo de muitos rios.

Ele conta que o lago da hidrelétrica de Furnas, em Minas Gerais, foi formado pelo Rio Grande, e é a “praia dos mineiros”, com pousadas ao seu redor. Como o Rio Grande sai em direção ao Rio Tietê, houve uma grande disputa com a usina privatizada de Ilha Solteira, que alegou precisar de mais água para a navegação das barcas da hidrovia Tietê-Paraná. Conclusão: hoje tem mais água do que o necessário na hidrovia, enquanto a indústria do turismo de Minas sofre com a diminuição de água do lago de Furnas.

“A recente privatização de Ilha Solteira deu a ela a condição de venda de 30% de sua produção fora do mercado regulado. Manter aquele reservatório cheio na entrada do período seco na Região Sudeste pode ter propiciado milhões de reais aos proprietários da Usina Ilha Solteira e um lago muito vazio para Furnas”, afirma o dirigente.

 

Aumento das tarifas de energia

A venda da Eletrobras também vai prejudicar 99,7% da população brasileira que é consumidora de energia elétrica. A projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de que as contas de luz subam, de imediato, entre 16% a 17% em todo o território nacional.

“Hoje a Eletrobras dita o preço da energia no país. O valor do megawatts/hora é de R$ 70. Com a privatização pode chegar a R$ 250, gerando impacto de até 17% no aumento de preço da energia elétrica para o consumidor”, afirma Íkaro.

O dirigente cita como exemplo de lucro a todo custo, a privatização da empresa energética do estado de Goiás, a Enel Goiás. O valor da tarifa subiu 40% e a população tem ficado sem energia elétrica, em média, 26 horas por ano contra 13 horas de limite que a Aneel considera um serviço satisfatório.

Outros estados em que o preço da energia subiu após a venda das distribuidoras, no ano passado, foram: Roraima (38%), Rondônia (25%), Acre (21%), Amazonas (14,9%) e no Piauí (12%).

Segundo Íkaro, não foi à toa que no Chile, o primeiro lugar que os manifestantes tacaram fogo foi no prédio da empresa de energia, a Enel, que ao ser privatizada pelo governo daquele país, aumentou os preços abusivamente.

“Onde acontece a privatização de empresa pública de energia elétrica, acontece aumento de preço. O consumidor não vai ter alternativa, e sem garantias de uma prestação de serviço de qualidade, sem garantia de investimentos das empresas privadas, haverá apagões energéticos no futuro”, afirma.

“Os apagões afetam também a segurança pública. Sem energia, à noite poderão ocorrer mais roubos, mais assaltos, mais acidentes de trânsito”, afirma o dirigente do STIU-DF, certo de que os brasileiros e brasileiros entenderam ‘o que têm a ver com isso’ e porque é importante ir às ruas contra a privatização da Eletrobras.

 

(Rosely Rocha, da CUT Brasil)

Negociações iniciam na semana que vem

Negociações iniciam na semana que vem

Em resposta ao ofício enviado pelo Sindicato dos Urbanitários do Pará, a direção da Celpa Equatorial se comprometeu em iniciar as negociações da data-base 2019 na semana que vem, entre 11 e 14 de novembro.

A empresa nos enviou um documento de Prorrogação dos termos do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2020. Com esse documento, as cláusulas econômicas foram prorrogadas por 45 dias. No mesmo ofício, a empresa se compromete em aplicar os efeitos econômicos das cláusulas a serem negociadas de forma retroativa à data de 1 de novembro, dia em que transcorre a data-base.

É oportuno lembrar que a Pauta de Reivindicações da Data-base 2019 foi enviada pelo Sindicato dos Urbanitários do Pará à diretoria da Celpa Equatorial no dia 1 de outubro. Nossa proposta era iniciarmos a negociação em 15 de outubro.

Agora, passado mais de um mês da entrega da Pauta, os trabalhadores e trabalhadoras têm a expectativa de que a comissão da empresa vá à reunião da semana que vem com uma proposta que atenda as reivindicações.

 

Econômicas

 

Este ano, conforme o acordo coletivo, estará em pauta as cláusulas econômicas, sendo 11 cláusulas, veja lista:

1 - Piso Salarial (Cláusula 3ª),

2 - Reajuste Salarial (Cláusula 4ª)

3 - Programa de Participação nos Lucros ou Resultados – PPLR (Cláusula 10ª),

4 - Vale Alimentação (Cláusula 11ª),

5 - Vale Alimentação Natalício (Cláusula 12ª),

6 - Auxílio Matrícula Escolar (Cláusula14ª),

7 - Regimento Interno de Assistência Médica e Odontológica (Cláusula 15ª),

8 - Auxílio-Funeral (Cláusula 16ª),

9 - Auxílio Creche (Cláusula 17ª),

10 - Seguro de Vida (Cláusula 18ª) e

11 - Adicional para Dirigir Veículos (Cláusula 44ª).

 

Novas

 

No período de 7 a 12 de setembro, o Sindicato aplicou pesquisa entre os trabalhadores e trabalhadoras para apurar mudanças e aperfeiçoamentos nas cláusulas do acordo com vistas à negociação da data-base.Entre os questionários, surgiram sete cláusulas novas, que também integram a Pauta de Reivindicações.

 

Momento importante

 

Conhecendo a realidade da Celpa, seu crescimento e seus lucros anuais, temos consciência de que há todas as condições da empresa atender seus empregados e empregadas e que esse é um momento certo para reconhecer e recompensar os trabalhadores e trabalhadoras pelo empenho e dedicação desenvolvidos sempre no sentido de melhorar os serviços prestados pela Celpa Equatorial. Fique atento e vamos juntos à luta!

Movimento sindical brasileiro repudia as declarações do líder do deputado Eduardo Bolsonaro

Movimento sindical brasileiro repudia as declarações do líder do deputado Eduardo Bolsonaro

As entidades CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Intersindical, CSP-CONLUTAS e Intersindical Instrumento de Luta divulgaram nota nesta quinta-feira (31) repudiando as declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sugerindo a criação de um novo Ato Institucional Número 5 (AI-5) em resposta a uma possível radicalização da esquerda.

"Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual ao final dos anos 1960 no Brasil, quando sequestravam aeronaves, executavam e sequestravam grandes autoridades, cônsules, embaixadores, execução de policiais, militares", disse o filho de Jair Bolsonaro em entrevista ao canal à Leda Nagle, no YouTube.

Para os sindicalistas, a fala de Eduardo, "covarde e irresponsável", é mais uma “cortina de fumaça” utilizada para tentar abafar as relações nada republicanas da família Bolsonaro com as milícias.

Confira a íntegra da nota

AI-5 nunca mais: Centrais repudiam declarações de Eduardo Bolsonaro

O movimento sindical brasileiro repudia as declarações ameaçadoras do líder do PSL na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), em que advoga um novo AI-5 para reprimir as forças do campo democrático, popular e as lutas sociais.

A fala covarde e irresponsável do filho do Presidente da República é mais uma “cortina de fumaça” utilizada pra tentar abafar as relações nada republicanas da família Bolsonaro com as milícias.

Convém lembrar que o Ato Institucional número 5 foi instituído no final de 1968 pelo general Artur da Costa e Silva com o propósito de perseguir e calar as organizações e personalidades que faziam oposição ao regime militar.

O mais duro ato imposto pela ditadura abriu caminho para o fechamento do Congresso Nacional, suspensão de quaisquer garantias constitucionais, cassação de mandatos, intervenção nos sindicatos, prisões , assassinatos e tortura de opositores.

O regime instituído pelos militares, através de um golpe apoiado pelos EUA e o empresariado, foi derrotado pelo povo brasileiro em 1985 na sequência da maior campanha política registrada na história brasileira. A conquista da democracia no Brasil demandou o sacrifício de inúmeros brasileiros e brasileiras.

A classe trabalhadora e seus representantes foram as principais vítimas do regime militar e não medirão esforços para defender as liberdades democráticas contra os arroubos reacionários do deputado da extrema direita e outros membros do Clã Bolsonaro.

Centrais Sindicais defendem a abertura de processo no Conselho de Ética da Câmara Federal para apurar a conduta do Deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

 

São Paulo, 31 de outubro de 2019

 

Sérgio Nobre - Presidente da CUT

Miguel Torres - Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah – Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Adilson Araújo – Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Antonio Neto – Presidente da CSB (Central dos Sindicatos do Brasil)

José Calixto – Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)

Edson Carneiro Índio – Secretário Geral da Intersindical

Atenágoras Lopes – Presidente da CSP-CONLUTAS

Mané Melato - Presidente da Intersindical Instrumento de Luta