Data-base Cosanpa 2019: assembleias nesta quarta-feira, 11/3

Temos uma proposta a ser apreciada por você nas assembleias

Na manhã da segunda-feira, 9 de março, dirigentes do Sindicato dos Urbanitários do Pará e diretoria da Cosanpa retomaram o processo de negociação referente à data-base 2019. Uma proposta foi apresentada pela comissão da empresa. Essa proposta será levada à sua avaliação em assembleias a serem realizadas nesta quarta-feira, 11 de março, nos portões da empresa, no início do expediente, simultaneamente, em Belém e regionais.
Lembramos que a data-base em discussão começou a ser negociada em maio de 2019 e que, a pedido da direção da Cosanpa, foi estendida ao segundo semestre de 2019. Tivemos uma reunião em dezembro do ano passado e outros diálogos neste início de ano.
Para pressionar a empresa a negociar, foi necessária a realização de duas paralisações. E agora, vamos apreciar uma proposta. Por isso é fundamental que você se agende para chegar cedo na quarta-feira, dia 11 e participar das assembleias.

VAMOS EM FRENTE! O MOMENTO EXIGE AINDA MAIS UNIÃO E
MOBILIZAÇÃO!

Data-base Cosanpa: assembleias transferidas para os dias 5 e 6/março

As assembleias que iriam acontecer nos dias 3 e 4 de março, terça e quarta-feiras, serão realizadas nos dias 5 e 6 de março, quinta e sexta-feiras. Essa transferência de datas se deve ao fato da Casa Civil do Governo do Estado/Cosanpa, ter feito contato com o Sindicato afirmando que apresentará uma proposta referente à data-base 2019 até esta quarta-feira, 4 de março.
Desta forma, vamos levar a proposta para ser avaliada nas assembleias que ocorrerão na quinta e sexta-feiras, dias 5 e 6 de março.
Cabe ressalvar a importância de nos mantermos unidos, mobilizados e presentes às assembleias, para que juntos possamos avaliar e decidir os rumos desta luta em benefício da categoria. Estamos em negociação desde o ano passado e vamos continuar na luta pelo avanço no acordo coletivo.

Os boatos, o jornalismo, a mamadeira e as bruxas

Sempre foi cansativo – porque interminável enquanto mutável e submetido às referências, aos interesses e valores do seu tempo – o debate sobre o que o jornalismo deve fazer com boatos e notícias sobre a vida privada de pessoas públicas.

A premissa elementar seria esta: a vida privada de todas elas também é notícia, quando o fato tem relação com o poder que exercem, com o que fazem e pensam e como isso interfere na vida de todos. Inclusive no imaginário político criado em torno dos personagens envolvidos.

Antes, o dilema pode ser outro. O jornalismo deve noticiar o impacto de boatos pesados, sem comprovação de veracidade, às vezes devastadores, sobre a vida privada dessas pessoas públicas? Depende e esse é um imenso depende. Só não pode atuar como simples instrumento de reprodução dos boatos e dos objetivos que carregam.

Sempre prevaleceu entre a maioria dos jornalistas, e mais ainda com a disseminação de ‘informações’ pelas redes sociais, que tais fatos precisam ser abordados. Mas só para que o jornalismo ajude a compreender e esclarecer o que está sendo propagado.

Se não fizer assim, se não informar para ajudar a desvendar, o jornalismo será apenas aliado do disseminador do boato. Não só o jornalismo da grande imprensa, que sempre se dedicou à propagação de fofocas, mas principalmente o novo jornalismo de resistência, que tenta sobreviver à margem e apesar do poder das corporações.

O jornalismo tem a pretensão de perseguir todas as pistas que levem à verdade. É uma ambição grandiosa. Na direção contrária, estará se igualando a tudo o que condena. Se o jornalismo for um repetidor de fatos sem comprovação, estará buscando a própria morte, num contexto de crescente ameaça da irrelevância da informação.

Se não conseguir se separar das pirocas das redes sociais, o jornalismo cometerá a contradição fatal. Pede que seja valorizado por seu profissionalismo e pela seriedade ao que faz e, ao mesmo tempo, contribui para patrocinar a dúvida ou a inverdade.

Não significa a busca pelo conforto da falsa neutralidade. Não. O jornalismo só irá seguir em frente no mundo bolsonarista se tiver lado, se deixar claro o que defende e o que condena.

O jornalismo de combate só irá sobreviver se não for uma extensão ou um tambor das redes sociais. Mesmo assim, parte da esquerda tuiteira acredita que pode participar da luta contra a extrema direita com as mesmas táticas de Carluxo, metralhando boatos pelo Whats e pelo Twitter, na disputa pelos espaços das ignorâncias. Serão sempre brancaleones condenados a levar 7 a 1.

O que a esquerda não fez, ao não investir em alternativas e apoiar a mídia progressista, como política de governo, durante quase década e meia no poder, não será compensado agora com o apoio aos guerrilheiros das tuitadas.

Os comandos das esquerdas desprezaram a construção de uma estrutura de comunicação progressista. Vieram o golpe contra Dilma e o encarceramento de Lula.

Os espaços dessa batalha pela busca da verdade e pela reflexão fora do pacote conservador continuam em mutação. As grandes redações foram esvaziadas de jornalistas ‘esquerdistas’, desde o golpe, mais do que no tempo da ditadura.

Mas os boateiros de Twitter não podem ter a a pretensão de substituir os jornalistas. O tuiteiro pode ser um guerrilheiro e tentar atuar como jornalista, mas não é um jornalista. O novo jornalismo deve firmar posição fora desse pântano, sem ignorar que está perto dele.

Vejam Mercado de Notícias, o documentário de Jorge Furtado sobre jornalismo. As deformações estão todas ali. O boato miúdo disfarçado de informação sempre foi produto da imprensa.

Dizer, por exemplo, que Paulo Guedes está para cair pode ser apenas um boato. Os jornais vivem disso. Mas esse boato não mexe com a intimidade de Guedes.

Hoje, ficou pior, porque as redes competem com as grandes corporações especializadas em bobagens e entretenimento passados adiante como jornalismo.

Algumas lições são redundantes. Não caiam na tentação de criar e disseminar, à esquerda, as versões da mamadeira de piroca. Não ataquem as mulheres da extrema direita para atacar seus homens.

Não brinquem de guerra híbrida. Nem se agarrem a argumentos da Idade Média para defender as mesmas táticas narrativas que atendiam às demandas da Inquisição e davam vida às bruxarias.

Sejam firmes, decididos, tenham lado e digam que lado é esse e não respondam aos ataques do fascismo com rosas e frases bonitas. Mas não imitem os inquisidores.

 

(Jornalistas pela Democracia - Moisés Mendes)

Assembleias nesta terça e quarta-feiras

Assembleias nesta terça e quarta-feiras

Vamos juntos decidir a continuidade da luta em busca do cumprimento do nosso acordo

Amanhã, dia 3/3, o Sindicato dos Urbanitários do Pará realizará assembleias em Belém e no dia 4, quarta-feira, realizaremos assembleias em Belém e regionais, veja quadro. As assembleias têm caráter deliberativo e vão definir ações de luta em busca do cumprimento do acordo referente à data-base 2019.
A categoria deu todo o tempo, mas lamentavelmente, a direção da empresa parece preferir o conflito. Nossa negociação começou em maio, passou para o mês de junho, momento em que a direção da Cosanpa pediu que os trabalhadores e trabalhadoras dessem um tempo e voltasse a negociar em novembro, mas já com o compromisso de implementar o percentual de reajuste nos salários e cláusulas econômicas.
Numa demonstração de parceria, a categoria concedeu o tempo. Naquela ocasião, a direção da empresa alegou necessitar desses meses para ter o reflexo do aumento da tarifa nas contas da empresa.
Em novembro, procuramos a empresa. Em dezembro, o Sindicato precisou fazer mobilização política para realizar uma reunião de negociação. No dia 2/12/19, sindicalistas, empresa e o governo do Estado, com a participação do senador Paulo Rocha e do deputado Beto Faro, reuniram no palácio do governo, em Belém.
E AGORA, PRESIDENTE?
Depois desta reunião, o Sindicato voltou à Casa Civil (governo do Estado) tratando do acordo. Em seguida, a Cosanpa foi chamada à Casa Civil para dialogar sobre a data-base e foi encontrada uma saída para resolver a data-base, que está na mão do presidente da Cosanpa. Será que o presidente da Cosanpa vai apostar na greve ou tentará resolver a questão?
MOBILIZAÇÃO
Realizamos uma paralisação de 24 horas em 12 de fevereiro e outra de 48 horas nos dias 18 e 19/2. E esta semana, sem resposta, vamos reunir para deliberar possivelmente uma greve por tempo indeterminado. Nos resta cruzar os braços e pressionar a diretoria da empresa na busca de resposta ao impasse criado.
Por outro lado, a diretoria da Cosanpa segue contratando comissionados e até via ordem de serviço, o que é totalmente ilegal e imoral, visto que a Cosanpa não pode sangrar desta forma o seu cofre. Nos resta ir à luta! Todos e todas às assembleias deliberativas rumo a uma greve forte e participativa!