Assembleia não tem validade, é ilegal!

Tentativa desesperada de realizar nova assembleia para aprovar proposta irrisória da empresa é ilegal e tenta atropelar o processo em curso. Um edital foi publicado, mas sem validade legal.
Não tem validade nem o edital de convocação, muito menos a assembleia tentada pela empresa.

O ESTATUTO É CLARO:
# Existe possibilidade do associado convocar assembleia? Sim, existe, mas precisa atender alguns requisitos previstos no ESTATUTO SOCIAL DA ENTIDADE SINDICAL. Vamos a eles:
1 - A convocação precisa ter um lastro de pelo menos 10% de assinaturas de associados. O tão falado abaixo-assinado tem 543 assinaturas, sendo a sua maioria (322) de não-sócios, o que já mina o abaixo-assinado de ilegalidade. Excluídos os que não contribuem para o Sindicato dos Urbanitários do Pará, restam apenas 221 trabalhadores associados.
2 - Ocorre que a base de associados do Sindicato é formada por cerca de 4 mil urbanitários de sete empresas: Cosanpa, Eletronorte, Celpa, Norte Energia, Empresa Paraense de Transmissão de Energia, Transmissão Brasileira de Energia e Empresa Regional de Transmissão de Energia, e mais os aposentados das referidas empresas, que são sócios vitalícios.
3 - O percentual de 10% é sobre todos os sócios e não somente da base Celpa. Isto é, além do número de assinaturas de associados no abaixo-assinado (221) ser inferior ao mínimo estabelecido no Art.91 do Estatuto da Entidade, o abaixo-assinado tem assinatura de trabalhadores não-associados, o que inviabiliza o referido documento. O processo está, como se diz no mundo jurídico, com vícios de ilegalidades.
E MAIS - A afobada tentativa de realizar assembleia neste momento atropela um processo de mediação que está em curso no MPT, o qual determinou prazo para nova tentativa de acordo.

PRECISAMOS IR À LUTA!

PRECISAMOS IR À LUTA!

PASSARAM-SE MAIS DE 50 DIAS DA REUNIÃO EM QUE A PROPOSTA DE DATA-BASE FOI CONSENSADA E MESMO ASSIM, NÃO TIVEMOS O RETORNO DO PRESIDENTE

ASSEMBLEIAS NESTA QUINTA E SEXTA-FEIRAS, 6 E 7/FEVEREIRO

Ontem, 4 de fevereiro, uma comissão do Sindicato dos Urbanitários foi até a Presidência da Cosanpa no intuito de reunir com o presidente, conforme agenda previamente marcada. Mas a entidade sindical foi recebida pela secretária do presidente, a qual nos informou que a reunião estaria suspensa.
A mais recente reunião aconteceu no dia 13 de dezembro, momento em que representantes do Sindicato dos Urbanitários e da Cosanpa chegaram a uma proposta conjunta para a reposição salarial da data-base 2019.
Naquele dia, ficou acertado que a proposta seria encaminhada ao governo pela empresa, para uma confirmação na implementação do percentual de 5,07% sobre todas as cláusulas econômicas, zerando as perdas do período. A exceção é o tíquete-alimentação, que teve reajustes nesse mesmo percentual em junho/2019, retroativo a maio/2019.
O presidente da Cosanpa assumiu o compromisso de reunir com o governador e em seguida com os sindicatos. Nos foi informado que o presidente da Cosanpa iria reunir com o governador no dia 3 de fevereiro e com a entidade sindical, no dia 4/2. Mas, segundo a secretária do presidente, ele não reuniu com o governador, não tendo ainda uma resposta para levar à reunião com o Sindicato.
DESCASO - Para nós, está muito clara a situação de descaso e desprezo com os trabalhadores e trabalhadoras. Já passou tempo suficiente para a direção da Cosanpa dialogar com o governo o assunto relativo ao acordo coletivo dos empregados e empregadas.
Diante dessa total falta de respeito com os que carregam a Cosanpa, só nos resta ir à luta em defesa de nossos direitos e interesses.
ASSEMBLEIAS - Vamos realizar assembleias nesta quinta e sexta-feiras, dias 6 e 7, veja quadro. Precisamos ir à luta. Nas assembleias, vamos definir ações de pressão na empresa em defesa da confirmação e cumprimento do acordo consensado entre o Sindicato e a Presidência da Cosanpa.
Em junho de 2019, a categoria deu o tempo solicitado pela empresa para que a nova tarifa refletisse na arrecadação, o que já aconteceu, faltando agora a direção da Cosanpa cumprir sua palavra.

Celpa corta direito de trabalhadores

Celpa corta direito de trabalhadores

A direção da Centrais Elétricas do Pará S.A (Celpa), que tem à frente o Grupo Equatorial, deixou de honrar o acordo coletivo de trabalho, cortando no final de janeiro, o vale-alimentação, o auxílio-creche, auxílio-matrícula e o adicional de quilometragem de seus empregados. O corte ocorreu de forma arbitrária e unilateral em resposta à não aprovação da proposta patronal nas assembleias realizadas em 27 de dezembro de 2019 pelo Sindicato dos Urbanitários do Pará e Sindicato dos Engenheiros.

A direção da Celpa Equatorial não aceita a recusa da proposta, que é de reposição salarial de 2,55% e se recusa a voltar a negociar com as entidades sindicais. Diante do conflito e do corte nos direitos, os sindicatos acionaram o Ministério Público do Trabalho, que realizou, no dia 23 de janeiro, uma audiência de mediação entre os Urbanitários, Engenheiros e Celpa. Não houve acordo.

"Para tentar mostrar força e impedir a possibilidade de reação e luta dos trabalhadores, a direção da Celpa Equatorial penaliza quem carrega a empresa, impondo uma situação de fome a pais e mães de família, atenta contra direitos fundamentais, alimento e educação, constantes na Constituição Federal de 1988, coisa que nunca havia acontecido, nem nos piores momentos da Celpa estatal, nem na privatização, nem no tempo de dificuldade do Grupo Rede, quando pediu recuperação judicial", denuncia o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, José Bianor.

Não há impedimento jurídico de manter direitos adquiridos, conquistados e incorporados aos contratos de trabalho. A vigência de 12 meses é no sentido de se negociar o índice de reposição e não a continuidade da existência da cláusula. Tanto não há impedimento jurídico que a empresa vem mantendo o plano de saúde, o seguro de vida e depositou o vale-alimentação dos estagiários.

Os sindicatos avaliam medidas jurídicas para garantir o cumprimento do acordo coletivo e a continuação das negociações da data-base de 2019, iniciadas em novembro do ano passado.

Contatos:
Otávio Pinheiro – Secretário de Comunicação do Sindicato dos Urbanitários (91) 98034-5962 (Tim – zap)
Eliete Ramos – assessoria de Comunicação do Sindicato dos Urbanitários do Pará. (91) 99166-3213 (Vivo – zap)

A você que não se rende e quer ir à luta por dignidade e qualidade de vida

Temos força sim! Temos poder de lutar por dignidade e qualidade de vida para nós e para as nossas famílias! Para isso é preciso união e mobilização. Não é pedir demais. É apenas o direito de escolher uma proposta melhor, sobretudo diante dos números que mostram a verdade: lucro milionário, tarifa bastante elevada, expansão de mercado, empresa rica e forte, em contrapartida, reajuste salarial que não enfrenta a inflação real do dia a dia, trabalhadores desrespeitados, adoecidos e acidentados, além de equipes sobrecarregadas e sempre o fantasma da demissão rondando o ambiente de trabalho.
Vamos à luta em busca de nossas melhorias. É possível reagir. As assembleias do dia 27 de dezembro mostraram isso, os trabalhadores cansaram de tanta exploração e sabem que podem buscar algo mais. Vamos em frente. O Sindicato é de luta, venha com a gente, usar de mobilização contra essa intransigência da empresa.