Estatais que Bolsonaro quer privatizar batem recorde de lucro líquido de R$ 52 bi

Estatais que Bolsonaro quer privatizar batem recorde de lucro líquido de R$ 52 bi

Na mira da privatização, Petrobras, Eletrobras e BB batem novo recorde e registram lucro de R$ 52 bilhões em nove meses. As estatais só tiveram prejuízos nos 2 primeiros anos do governo FHC e durante o golpe

 As três maiores estatais brasileiras que o governo de Bolsonaro quer privatizar - Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil – registraram, juntas, lucro líquido recorde de R$ 52 bilhões em apenas nove meses, de janeiro a setembro deste ano, de acordo com dados divulgados pela Economatica no dia 13 de novembro. O recorde anterior, registrado no mesmo período de 2018, foi de R$ 51,9 bilhões.

Nos 27 anos do levantamento, as três estatais só registraram prejuízo consolidado em cinco anos, dois da década de 1990 e três da década de 2010.

Nos dois primeiros anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) os prejuízos foram de 2,87 bilhões, em 1995, e de R$ 4,46 bilhões, em 1996.

Os prejuízos registrados nos governos do PT foram nos anos em que o país parou enquanto a direita preparava e, depois dava o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, do final de 2014, quando o candidato perdedor, o tucano Aécio Neves questionou a vitória do PT, até 2016 quando foi consolidado do golpe político/judiciário/midiático.

O maior prejuízo anual foi no ano de 2015, quando o país vivia conflagrado com manifestações da extrema direita de apoio ao golpe e os ataques da turma da Operação Lava Jato que mais do que combater a corrupção, atingiam fortemente as empresas brasileiras, estatais e privadas.

Um ano antes da consolidação do golpe, as três maiores estatais brasileiras registraram R$ 34,8 bilhões de prejuízos. O pior resultado foi registrado pela Petrobras, que sofria com os ataques mais pesados da turma da Lava Jato.

Em 2014, o prejuízo das estatais foi de R$ 13,4 bilhões; em 2015, de R$ 34,9, e em 2016, de R$ R$ 3,4 bilhões.

O levantamento leva em consideração apenas os dados de estatais listadas na Bolsa. Este ano, a Petrobras é a que mais lucrou até o momento, somando R$ 31,9 milhões. De acordo com as projeções da Economatica, a petroleira pode superar seu maior lucro, de R$ 35,1 bilhões alcançado em 2010.

Entre as três estatais analisadas, a Eletrobras é a que está mais distante de superar os números do ano anterior. A empresa de energia fechou 2018 com lucro líquido de R$ 13,2 milhões e até o 3º trimestre deste ano contabilizou saldo positivo de R$ 7,6 milhões.

Já o lucro do Banco do Brasil apresentou um ligeiro crescimento em relação ao 3º trimestre do ano passado: de R$ 3,2 milhões, foi para R$ 4,2 milhões. O lucro líquido acumulado de janeiro a setembro é de R$ 12.468 milhões, próximo aos R$ 12.862 milhões contabilizados pelo Banco ao final de 2018.

 

(CUT Brasil - Marize Muniz)

Pela 1ª vez, pretos e pardos são mais da metade dos universitários da rede pública, diz IBGE

Pela 1ª vez, pretos e pardos são mais da metade dos universitários da rede pública, diz IBGE

Pela primeira vez, a população que se declara de cor preta ou parda passou a representar 50,3% dos estudantes de ensino superior da rede pública. É o que aponta a pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça Brasil, divulgada na quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população de cor preta ou parda representa 55,8% da população brasileira.
Segundo Luanda Botelho, "com democratização do acesso ao ensino superior e também com mais jovens se declarando de cor preta ou parda, atingiu-se pela primeira vez essa proporção, de mais da metade". "A pesquisa mostra melhoras em geral na educação, mas existe ainda desigualdade grande", disse.
O maior acesso de pretos ou pardos na educação também ocorre nos primeiros anos de estudos. A frequência das crianças de até 5 anos na creche ou escola aumentou de 49,1% em 2016 para 53% em 2018.
A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade passou de 9,8% em 2016 para 9,1% em 2018.

Negociação da data-base Celpa inicia nesta quarta-feira, 13/11

Negociação da data-base Celpa inicia nesta quarta-feira, 13/11

Está confirmada a abertura do processo de negociação da data-base 2019 para esta quarta-feira, 13 de novembro. A reunião será no hotel Regente, em Belém, às 15h, da qual participarão representantes dos Sindicatos dos Urbanitários, dos Engenheiros e da Celpa Equatorial.

O acordo coletivo tem força de lei, por isso é tão importante lutar por um acordo que garanta os interesses e direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

NOVO SINDICALISMO

O acordo da Celpa, bem como da Cosanpa, da Eletronorte e demais empresas representadas pelo Sindicato dos Urbanitários do Pará começaram a ganhar força, importância e destaque nas relações de trabalho nessas empresas, a partir do final da década de 80, quando um grupo de trabalhadores e trabalhadoras, influenciados com o chamado Novo Sindicalismo, nascido com o processo de redemocratização do Brasil, resolveu disputar a direção do Sindicato e venceu, inaugurando assim um novo jeito de de luta sindical, baseada na mobilização, união e consciência de classe da base de trabalhadores.

ACT FORTE

Aos poucos, o Sindicato, juntamente com os trabalhadores e trabalhadoras, foram conquistando cláusulas importantes, como a garantia de Auxílio-Educação, o pagamento de Vale-alimentação, uma jornada de trabalho de sete horas, assistência médica/odontológica, auxílio creche, mais tarde, houve a inclusão da PLR, entre outros. O adicional de quilometragem e o Vale-alimentação natalício vieram depois. E assim fomos avançando nas conquistas. São vários direitos previstos e garantidos pelo acordo coletivo de trabalho (ACT), que todos os anos, no mês de novembro, é negociado e renovado, buscando avanços, é claro. 

Agora mais uma vez, vamos iniciar a negociação, sem esquecer que o processo teve início em setembro, com a pesquisa e com a assembleia de que define a pauta. Parte desse avanço depende também de você. Por isso fique atento, mantenha-se informado e mobilizado, pois juntos temos força de conquistar mais. Vamos à luta!

Governo vai descontar 7,5% dos desempregados que recebem seguro-desemprego

Governo vai descontar 7,5% dos desempregados que recebem seguro-desemprego

Para bancar o custo do programa que tem como objetivo incentivar a contratação com a carteira verde e amarela, exclusiva para jovens entre 18 e 29 anos que terão menos direitos do que os trabalhadores e trabalhadoras com carteira azul, o governo resolveu taxar em 7,5% o seguro-desemprego.
A taxação em cima dos desempregados é um dos itens da Medida Provisória (MP) nº 905/2019, o Programa Verde e Amarelo, que divulgada pelo governo nesta segunda-feira (11).
De acordo com o governo, o desempregado que contribuir ao INSS sobre o valor do seguro-desemprego terá esse tempo contado na hora do cálculo da aposentadoria. A cobrança do imposto sobre o seguro-desemprego passa a valer daqui a três meses.

Governo alivia bolso do empresariado e trabalhador paga a conta
O secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, nem se constrangeu quando explicou que a cobrança de 7,5% do valor do seguro-desemprego vai reduzir as perdas do governo com a redução dos os impostos pagos pelas empresas que contratarem na modalidade Verde Amarelo.
De acordo com ele, o governo vai deixar de arrecadar R$ 10 bilhões ao longo de cinco anos com a carteira verde e amarela.
Com a taxação em cima dos desempregados, em cinco anos, o governo espera arrecadar de R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões.


Seguro-desemprego
Atualmente, o seguro-desemprego, benefício garantido pela Constituição de 1988 com o objetivo de garantir o sustento do trabalhador enquanto ele tenta se recolocar no mercado de trabalho, não é taxado.
O seguro-desemprego é pago por um período que varia de três a cinco meses, de forma alternada ou contínua.
A parcela do seguro é calculada a partir da média dos últimos três salários recebidos, levando em consideração gratificações e horas extras, por exemplo.
Como o benefício só é pago a trabalhadores com carteira assinada, o benefício não pode ser menor do que um salário-mínimo (R$ 998). O valor máximo é de R$ 1.735,29.
(CUT Brasil)