PRECISAMOS IR À LUTA!

PRECISAMOS IR À LUTA!

PASSARAM-SE MAIS DE 50 DIAS DA REUNIÃO EM QUE A PROPOSTA DE DATA-BASE FOI CONSENSADA E MESMO ASSIM, NÃO TIVEMOS O RETORNO DO PRESIDENTE

ASSEMBLEIAS NESTA QUINTA E SEXTA-FEIRAS, 6 E 7/FEVEREIRO

Ontem, 4 de fevereiro, uma comissão do Sindicato dos Urbanitários foi até a Presidência da Cosanpa no intuito de reunir com o presidente, conforme agenda previamente marcada. Mas a entidade sindical foi recebida pela secretária do presidente, a qual nos informou que a reunião estaria suspensa.
A mais recente reunião aconteceu no dia 13 de dezembro, momento em que representantes do Sindicato dos Urbanitários e da Cosanpa chegaram a uma proposta conjunta para a reposição salarial da data-base 2019.
Naquele dia, ficou acertado que a proposta seria encaminhada ao governo pela empresa, para uma confirmação na implementação do percentual de 5,07% sobre todas as cláusulas econômicas, zerando as perdas do período. A exceção é o tíquete-alimentação, que teve reajustes nesse mesmo percentual em junho/2019, retroativo a maio/2019.
O presidente da Cosanpa assumiu o compromisso de reunir com o governador e em seguida com os sindicatos. Nos foi informado que o presidente da Cosanpa iria reunir com o governador no dia 3 de fevereiro e com a entidade sindical, no dia 4/2. Mas, segundo a secretária do presidente, ele não reuniu com o governador, não tendo ainda uma resposta para levar à reunião com o Sindicato.
DESCASO - Para nós, está muito clara a situação de descaso e desprezo com os trabalhadores e trabalhadoras. Já passou tempo suficiente para a direção da Cosanpa dialogar com o governo o assunto relativo ao acordo coletivo dos empregados e empregadas.
Diante dessa total falta de respeito com os que carregam a Cosanpa, só nos resta ir à luta em defesa de nossos direitos e interesses.
ASSEMBLEIAS - Vamos realizar assembleias nesta quinta e sexta-feiras, dias 6 e 7, veja quadro. Precisamos ir à luta. Nas assembleias, vamos definir ações de pressão na empresa em defesa da confirmação e cumprimento do acordo consensado entre o Sindicato e a Presidência da Cosanpa.
Em junho de 2019, a categoria deu o tempo solicitado pela empresa para que a nova tarifa refletisse na arrecadação, o que já aconteceu, faltando agora a direção da Cosanpa cumprir sua palavra.

Celpa corta direito de trabalhadores

Celpa corta direito de trabalhadores

A direção da Centrais Elétricas do Pará S.A (Celpa), que tem à frente o Grupo Equatorial, deixou de honrar o acordo coletivo de trabalho, cortando no final de janeiro, o vale-alimentação, o auxílio-creche, auxílio-matrícula e o adicional de quilometragem de seus empregados. O corte ocorreu de forma arbitrária e unilateral em resposta à não aprovação da proposta patronal nas assembleias realizadas em 27 de dezembro de 2019 pelo Sindicato dos Urbanitários do Pará e Sindicato dos Engenheiros.

A direção da Celpa Equatorial não aceita a recusa da proposta, que é de reposição salarial de 2,55% e se recusa a voltar a negociar com as entidades sindicais. Diante do conflito e do corte nos direitos, os sindicatos acionaram o Ministério Público do Trabalho, que realizou, no dia 23 de janeiro, uma audiência de mediação entre os Urbanitários, Engenheiros e Celpa. Não houve acordo.

"Para tentar mostrar força e impedir a possibilidade de reação e luta dos trabalhadores, a direção da Celpa Equatorial penaliza quem carrega a empresa, impondo uma situação de fome a pais e mães de família, atenta contra direitos fundamentais, alimento e educação, constantes na Constituição Federal de 1988, coisa que nunca havia acontecido, nem nos piores momentos da Celpa estatal, nem na privatização, nem no tempo de dificuldade do Grupo Rede, quando pediu recuperação judicial", denuncia o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, José Bianor.

Não há impedimento jurídico de manter direitos adquiridos, conquistados e incorporados aos contratos de trabalho. A vigência de 12 meses é no sentido de se negociar o índice de reposição e não a continuidade da existência da cláusula. Tanto não há impedimento jurídico que a empresa vem mantendo o plano de saúde, o seguro de vida e depositou o vale-alimentação dos estagiários.

Os sindicatos avaliam medidas jurídicas para garantir o cumprimento do acordo coletivo e a continuação das negociações da data-base de 2019, iniciadas em novembro do ano passado.

Contatos:
Otávio Pinheiro – Secretário de Comunicação do Sindicato dos Urbanitários (91) 98034-5962 (Tim – zap)
Eliete Ramos – assessoria de Comunicação do Sindicato dos Urbanitários do Pará. (91) 99166-3213 (Vivo – zap)

A você que não se rende e quer ir à luta por dignidade e qualidade de vida

Temos força sim! Temos poder de lutar por dignidade e qualidade de vida para nós e para as nossas famílias! Para isso é preciso união e mobilização. Não é pedir demais. É apenas o direito de escolher uma proposta melhor, sobretudo diante dos números que mostram a verdade: lucro milionário, tarifa bastante elevada, expansão de mercado, empresa rica e forte, em contrapartida, reajuste salarial que não enfrenta a inflação real do dia a dia, trabalhadores desrespeitados, adoecidos e acidentados, além de equipes sobrecarregadas e sempre o fantasma da demissão rondando o ambiente de trabalho.
Vamos à luta em busca de nossas melhorias. É possível reagir. As assembleias do dia 27 de dezembro mostraram isso, os trabalhadores cansaram de tanta exploração e sabem que podem buscar algo mais. Vamos em frente. O Sindicato é de luta, venha com a gente, usar de mobilização contra essa intransigência da empresa.

Celpa Equatorial: FOCO NO LUCRO, FOME AOS “COLABORADORES”!

Gostaríamos de falar inicialmente aos que estão se deixando enganar pela direção da Celpa Equatorial. A direção da empresa está usando você para enfraquecer a possibilidade da nossa luta por direitos. Estamos diante de uma guerra de interesses. Veja bem de que lado você vai ficar. Do lado do Sindicato, que vê a possibilidade de luta e vitória em favor dos trabalhadores, ou do lado da empresa, que de forma arbitrária e desrespeitosa age de maneira desumana negando vale-alimentação e auxílio-creche e matrícula.
Para jogar você contra o Sindicato, a empresa usa armas que ela não tem, usa direitos que nos pertencem, atua de forma ilegal, imoral, antidemocrática e desumana. Para tentar mostrar força e impedir a possibilidade de reação e luta dos trabalhadores, a direção da Celpa Equatorial penaliza quem carrega a empresa, impondo uma situação de fome a pais e mães de família, atenta contra direitos fundamentais, alimento e educação, constantes na Constituição Federal de 1988, coisa que nunca havia acontecido, nem nos piores momentos da Celpa estatal, nem na privatização, nem no tempo de dificuldade do Grupo Rede, quando pediu recuperação judicial.
Repondo verdades:
# É mentira que a Celpa Equatorial estaria impedida juridicamente de manter direitos adquiridos conquistados e incorporados aos contratos!
O próprio chefe do Jurídico da Celpa Equatorial afirmou em mesa de negociação que nada impede a manutenção do acordo, pois tem validade até 31/10/2020. A vigência de 12 meses é no sentido de se negociar o índice de reposição e não a continuidade da cláusula. Tanto não há impedimento jurídico que a empresa vem mantendo o plano de saúde, o seguro de vida e depositou o vale-alimentação dos estagiários.
# O Sindicato não é obrigado a fazer assembleia por conta de abaixo-assinado. A entidade sindical tem autonomia para realizar assembleia no momento em que avaliar oportuno e favorável aos trabalhadores.
# O MPT não mandou o Sindicato fazer assembleia, nem deu prazo para fazer. O MPT sugeriu. Assim como sugeriu que a empresa retome a negociação. O Sindicato sempre fez assembleia e fará, mas não porque a empresa quer.
# A culpa pelo corte nos direitos não é do Sindicato. A culpa é da direção da Celpa Equatorial, que se recusa (prepotentemente) a negociar com o Sindicato, preferindo penalizar você, trabalhador/a!
A diretoria da empresa tem interesse em nos dividir para nos enfraquecer. Mas enquanto isso, esses mesmos diretores que cortam o seu direito têm, cada um deles, rendimento anual de mais de R$ 1 milhão e não estão nem aí para o vale-alimentação.
Abra o olho e perceba que estamos diante da possibilidade de conseguir obter respeito e dignidade enquanto trabalhadores de uma empresa que lucra milhões, mas prefere massacrar cada vez mais os que por ela trabalham! Chega de humilhação, vamos à luta!