Sindicatos levam a data-base ao ministério público do trabalho

Sindicatos levam a data-base ao ministério público do trabalho

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Mostrando à direção da Celpa Equatorial que existe lei para definir o que significa “esgotar negociações” em um processo de data-base, os Sindicatos (Urbanitários
e Engenheiros) entraram no Ministério Público com pedido de mediação. O MPT passará a arbitrar o empasse criado pela intransigência da empresa

A direção da Celpa Equatorial escolheu o caminho do conflito, da coação e da vingança. Ela tenta se passar por “boazinha”, porém mostra sua verdadeira face, a que penaliza pais e mães de família, usurpando direitos.
Não nos surpreende esse comportamento cruel e antiético. Temos plena consciência de que a obstinação pelo lucro norteia os desumanos atos tomados pela direção da Celpa Equatorial. Cabe a nós trabalhadores entrar em campo na defesa dos nossos interesses, usando as armas que cabe ao trabalhador.

MPT - Diante do impasse criado pela intransigência da empresa, as entidades sindicais tomaram o caminho da legalidade, recorrendo à mediação do Ministério Público do Trabalho, pois na relação capital e trabalho, existe lei caracterizando o que é “esgotar as negociações” e define o que é “limite em mesa”. No dia 10/1, o Sindicato dos Urbanitários ingressou no MPT solicitando mediação da negociação da data-base. O Sindicato dos Engenheiros procedeu da mesma forma no dia 13.
O MPT tem autoridade para convocar as partes a voltar à mesa de negociação, desta vez como árbitro.
Cabe observar que a direção da Celpa Equatorial, ao desrespeitar a decisão das assembleias (27/12) e de forma unilateral e mesquinha alterar direitos constantes no acordo coletivo, leva o caso para a luta.
A empresa teve sua proposta rejeitada em assembleia e ainda assim mexeu em nossos direitos, o que nos resta fazer? Ir à luta em defesa do que é direito, do que é certo, daquilo que nos cabe, brigar pelos nossos interesses. Está claro que se depender da empresa, seremos ainda mais massacrados, sem aumento salarial e acuados a aceitar o aviltamento de nossos direitos.
Não vamos engolir essa postura mesquinha, hipócrita e sobretudo desumana. Uma empresa que goza de lucro bilionário, que só cresce e conquista mercado, não pode negar e suprimir direitos daqueles que ela mesma chama de colaboradores. A colaboração necessariamente tem que ser de mão dupla.

INFLAÇÃO - Temos a inflação mais alta do Brasil. A média nacional do IPCA (Índice que mede os preços) até dezembro/19 foi de 4,31%. Em Belém, o IPCA bateu a casa dos 5,51%, sendo a maior inflação do país. Não temos dúvida que o vilão dessa alta inflação foi a carne bovina, mas também a tarifa de energia elétrica, que sobe excessivamente muito além dos nossos salários e da própria inflação.
Acreditamos que a Celpa Equatorial tem plenas condições de melhorar sua proposta, bastando para isso o bom senso, a boa vontade e a prática da efetiva valorização dos que fazem da Celpa Equatorial uma empresa mais forte a cada ano.
MOBILIZAÇÃO - Caso a Celpa Equatorial se mantenha na política de penalizar os trabalhadores e trabalhadoras, vamos recorrer àquilo que sempre nos garantiu: mobilização, paralisação e greve. Os direitos hoje gozados pelos trabalhadores e garantidos no acordo coletivo são resultado de muita luta. A postura da empresa hoje deixa claro que nada foi concedido, como ela tenta fazer crer em seu balanço social, como se fosse uma empresa socialmente correta.
A empresa NUNCA deu nada de graça. Muito pelo contrário, quer TIRAR os direitos. Mas não vamos deixar! Vamos à luta pelo avanço de nossos direitos!

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