Data-base Celpa Equatorial 2019: CAIU A MÁSCARA DA EMPRESA

Data-base Celpa Equatorial 2019: CAIU A MÁSCARA DA EMPRESA

No dia 30/12/19, os Sindicatos informaram à Celpa Equatorial sobre a rejeição da proposta nas assembleias do dia 27. Em resposta, a diretoria da empresa nos enviou correspondência ontem, 9/1. No mesmo dia 9, em resposta, as entidades sindicais notificaram a Celpa Equatorial que o Acordo Coletivo tem vigência até 31 de outubro de 2020, não cabendo portanto uma decisão vingativa e unilateral da empresa. Nesse novo ofício, as entidades sindicais (Urbanitários e Engenheiros) chamam a atenção da empresa para que avalie essa decisão e se abstenha de alterar direitos já integralizados nos contratos de trabalhos, pois podem ser objetos de ação de cumprimento do Acordo Coletivo, veja no verso os ofícios e correspondeência das partes.


FALTA COM A VERDADE
A correspondência da Celpa e o panfleto denominado Palavra do Presidente mentem, tentam enganar você trabalhador. Primeira falta de verdade: não foram esgotados todos os mecanismos previstos em lei para a solução do conflito coletivo. A lei preconiza que uma vez esgotadas as negociações diretas entre as partes, cabe a mediação do Ministério Público do Trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho, podendo o processo chegar até os tribunais do trabalho, a exemplo do que fizemos na data-base da Eletronorte de 2019, na qual o acordo foi fechado com a mediação do TST. Outra falta de verdade se refere ao discurso de que a Celpa Equatorial não teria embasamento jurídico para manter os benefícios. Não há lei que impeça a empresa de cumprir as cláusulas do ACT, há sim uma tremenda obstinação pelo lucro. E para isso, a empresa usa gerentes para coagir, meter medo, naqueles que ela chama de colaboradores.


A MÁSCARA CAIU
Estamos lidando com uma empresa vingativa, intransigente, autoritária e que usa de mentiras para amedrontar seus empregados. A diretoria da empresa fala em diálogo e negociação, mas é autoritária e tenta impor limite na proposta, afirmando que não teria espaço para “novas concessões”, sendo que não existem concessões. Existem sim DIREITOS conquistados com luta. Temos CONQUISTAS garantidas no acordo coletivo, que tem força de lei. A empresa não deve lamentar a decisão da categoria. Deve respeitar essa decisão. Não há falsas expectativas. O que está claro na decisão das assembleias é o fato de que a categoria precisa ganhar mais que somente a reposição da inflação, sobretudo face aos lucros milionários anuais da empresa!


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