Mesmo com liberação de um bi em emendas o governo sofre um revés na Câmara sobre votação da reforma

Enquanto o governo Bolsonaro se utiliza do “toma lá dá cá” liberando quase 1 bilhão de reais e emendas parlamentares publicadas no Diário Oficial de hoje, 09/07 para garantir a aprovação integral da matéria sobre a Reforma da Previdência, o dia no Congresso Nacional foi marcado pela derrota de Rodrigo Maia (DEM) que tentou costurar um acordo com a oposição que acabou rejeitado.  

O desembolso de R$ 920,3 milhões para a área da saúde foi publicado em 34 portarias de uma edição extra do Diário Oficial da União ainda no final da segunda-feira. Com a compra de votos tão escancarada Rodrigo Maia e a base aliada de Bolsonaro só precisaria da anuência da oposição para iniciar a votação da reforma. A sugestão do presidente da Câmara foi trocar as obstruções por debates nesta terça-feira, no plenário da casa. Porém segundo deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) falou com jornalistas após uma reunião entre líderes da oposição, a estratégia de obstrução permanece, só desistindo da estratégia dependendo do acordo proposto pela maioria e se perceber que o governo não tem votos suficientes para aprovar a reforma. Neste caso, ela não obstrui os trabalhos para obrigar os deputados favoráveis à reforma, maioria, a pedir adiamento da votação.

A análise leva a um atraso no início da votação. Para o bloco da maioria, favorável à reforma, o atraso atrapalha porque obriga um quórum alto em plenário por muito tempo. Além dos requerimentos de obstrução, a oposição planeja apresentar nove destaques. Os destaques são sugestões de alterações do texto principal. Texto esse que busca retirar direitos previdenciários dos trabalhadores e liberar recursos públicos para o setor financeiro, o único que funciona – e a pleníssimo vapor – na economia brasileira.

A líder do governo no Congresso, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), apostou R$ 100 com os colegas do DEM que a reforma será aprovada com 342 votos do plenário, mais do que os 308 votos que são necessários. E disse mais: a avaliação de parlamentares foi a de que não haveria quórum para uma sessão no sábado para tratar da reforma da previdência. Segundo ela, a ideia é que os debates prossigam madrugada adentro, na quinta dia 11.

Com informações dos sites UOL, DCM e Brasil 247.