CNE divulga agenda de lutas do mês contra a privatização da Eletrobrás

O Coletivo Nacional dos Eletricitários, órgão que congrega entidades representativas dos trabalhadores e trabalhadoras das empresas do sistema Eletrobrás divulgou a agenda de lutas para salvaguardar a estatal federal Eletrobrás, a maior empresa de eletricidade da América Latina. A Eletrobrás está sendo alvo dos planos de privatização do governo Bolsonaro já que o Ministério de Minas e Energia prepara proposta para a capitalização da estatal que deve incluir redução da União na empresa.

As atividades do CNE se darão durante a semana em Brasília, entre 09 e 11 de julho, sendo abertas a participação de representantes das Federações, Sindicatos e Associações de trabalhadores. No primeiro dia da campanha, terça às 11 horas no salão nobre da Câmara dos Deputados será lançada a frente parlamentar mista em defesa de Furnas. A esse evento serão sucedidas articulações no parlamento, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Audiências em Comissões e agendas específicas com parlamentares da frente. Reuniões para mediação sobre o grande ato ACT Nacional Eletrobrás 2019/2020 ocorrem no dia 10, no TST.

Corrupção - O CNE aproveita a campanha para denunciar ainda o suposto conluio, a formação de um cartel que objetiva monopolizar o controle do sistema energético nacional, especialmente foram disponibilizadas as informações que compõem o dossiê apresentado ao Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, desde fevereiro de 2019, e sobre o qual não se tem notícia de providências por aquele ministério, no sentido de pelo menos apurar o suposto tráfico de influência que conduziu, por exemplo, Elvira Baracuhy Testa à condição de Diretora Financeira e de Relação com Investidores da Eletrobrás, mesmo sabendo da sua forte ligação com o banqueiro Jorge Paulo Lehman, um dos maiores interessados na privatização da Eletrobrás.

As declarações do presidente da Eletrobrás, Wilson Pinto Júnior, onde afirma publicamente a intenção de privatizar a empresa, mesmo sem a devida autorização para tal, visto que existe o consenso dentre as diversas autoridades constituídas consultadas até agora, preocupa e muito a categoria dos eletricitários. Declarações estas que inclusive vão de encontro ao que já afirmava Bolsonaro em campanha, de que não venderia companhias consideradas “estratégicas”, como Furnas, Caixa e Banco do Brasil, e que iria preservar o “miolo” da Petrobras.

Fonte: FNUCUT Nacional e Agências