Coronavírus expõe extrema desigualdade social no Brasil

Coronavírus expõe extrema desigualdade social no Brasil

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Desde que o primeiro caso de coronavírus foi notificado oficialmente no Brasil, no dia 26 de fevereiro, temos assistido indignados à desumanidade e à crueldade de um governo a serviço dos poderosos, no enfrentamento dos desafios de combate às crises sanitária, econômica e social que foram agravadas com a chegada da pandemia no nosso país.
Para as finanças nacionais, que já caminhavam em marcha à ré, acompanhadas da vergonhosa marca de quase 13 milhões de desempregados, o coronavírus expôsuma politica econômica neoliberal que tem aumentado a cruel desigualdade social no Brasil.

‌Enquanto a pandemia do coronavírus assolava a China, no final do ano passado e início deste ano, passando pela Europa e Estados Unidos e, enquanto exemplos, principalmente vindos da China, já nos alertavam para o que teríamos que enfrentar, o presidente Bolsonaro tratava o problema como “gripezinha”.

Se já pagávamos um preço altíssimo por termos na presidência da República alguém que representa os interesses dos poderosos empresários, banqueiros, industriais e todo o bando de sugadores da Nação, agora, o sofrimento do povo brasileiro se multiplicou: até a última terça-feira (19) foram registradas 17.509 mortes provocadas pela Covid-19 e 262.545 casos confirmados da doença em todo o país.

Com esses números, o Brasil se torna o terceiro país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos e da Rússia. Essa tragédia anunciada – e que poderia ter sido mitigada -, escancara a extrema desigualdade social do Brasil: são 38,5 milhões de trabalhadores informais, 13,5 milhões na linha da extrema pobreza.

Na contramão da extrema pobreza, temos seis pessoas detendo a mesma riqueza que 100 milhões de pessoas, o que corresponde quase à metade da população do país, e os banqueiros insaciáveis cobrando juros escorchantes e seguindo à risca o lema “dinheiro acima de tudo e de todos”.
Na contramão da extrema pobreza, temos seis pessoas detendo a mesma riqueza que 100 milhões de pessoas, o que corresponde quase à metade da população do país, e os banqueiros insaciáveis cobrando juros escorchantes e seguindo à risca o lema “dinheiro acima de tudo e de todos”.

Só em 2019, o banco Santander lucrou 11,181 bilhões de reais, o Bradesco, 22,6 bilhões, e o Itaú, 26, 583 bilhões, só para citar os três maiores. Juntos faturaram 63 bilhões de reais, em um Brasil que ostenta a triste marca de 13 milhões de pessoas passando fome. Esse é o retrato fiel do capitalismo voraz e canibal adotado no nosso país.

 

(Revista Fórum - Raimundo Bonfim)

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