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Equatorial Celpa retorna com trabalhadores/as, mesmo sem imunização completa

Mais uma vez, a direção da Equatorial Celpa prova que seu foco não é “em gente”. Em nome do lucro, que já é milionário, a empresa está expondo seus trabalhadores e trabalhadoras ao risco da contaminação da Covid-19.
Nas últimas semanas, a empresa vem chamando os/as empregados/as para retornarem ao trabalho presencial. Ocorre que muitos desses companheiros/as ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19, não estando ainda com a imunização completa. Grande parte precisa pegar ônibus lotados para chegar à empresa e retorno às residências, se expondo à infecção do vírus.
Antes, a determinação da direção da Equatorial Pará era de fazer o retorno dos os/as trabalhadores/as que estavam em trabalho remoto somente depois de completar a imunização, mas repentinamente houve uma mudança e as pessoas foram convocadas ao retorno. Cabe a pergunta: a quem interessa expor à doença os/as trabalhadores/as? O corpo gerencial e os diretores/as já retornaram ao trabalho presencial?

Refeitório - A entidade sindical recebeu denúncia de que a Equatorial Pará (Celpa) não vem cumprindo o protocolo de combate à transmissão da Covid-19. No refeitório da empresa, a denúncia dá conta de que não tem a disponibilização de álcool a 70%, nem respeito ao distanciamento social, veja fotos.
O Sindicato está reunindo informações para fazer uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
Acidente de Trabalho - É oportuno lembrar que em maio de 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o fato de o trabalhador ser contaminado por Covid-19 em função do trabalho é considerado como doença ocupacional, o que, por sua vez, equipara-se a acidente de trabalho.

Demissões - A pandemia infelizmente ainda não acabou e a política de demissão também persiste na Equatorial Celpa, jogando pais e mães de família no olho da rua, insensivelmente em tempo de crise sanitária, política e econômica. Lamentavelmente a empresa não tem a mínima responsabilidade social e continua a demitir, aumentando com isso o desemprego no Pará e no Brasil.

Dínamo - A direção da Equatorial Celpa segue sendo omissa na fiscalização das empresas terceirizadas. Denúncias afirmam que a Dínamo está demitindo sem pagar salários e demais direitos. Temos ainda denúncias de prática de perseguição e assédio moral. A lei da terceirização enquadra a tomadora do serviço, no caso a Equatorial Celpa, como empresa que também responde aos atos da empreiteira.