Eletrobras 59 anos: privatização significará conta de luz mais caras e perda de soberania energética

Eletrobras 59 anos: privatização significará conta de luz mais caras e perda de soberania energética

Hoje, a Eletrobras completa 59 anos, a estatal é a maior e mais lucrativa empresa do setor na América Latina. É responsável por 30% da energia gerada do Brasil, mas o projeto entreguista do governo federal, que trabalha contra o povo brasileiro, quer vende-la, mesmo sabendo que sua venda resultará em apagões, como o ocorrido no estado do Amapá.

Ao invés de investir na empresa, única capaz de levar energia e desenvolvimento a todos os brasileiros, o governo de Bolsonaro preferiu tentar vender a empresa via Medida Provisória (MP 1031/2021), uma investida desesperada para atender interesses empresariais e estrangeiros.

A MP prevê a venda de papéis acionários para o mercado sem a participação da empresa, o que resultará necessariamente na perda do controle acionário de voto mantido atualmente pela União.

Essa Medida implica na perda da soberania nacional sobre um setor estratégico como a energia e poderia causar impactos para a população mais pobre e, também, para o meio ambiente.

Enquanto o mundo reestatiza o serviço de energia, o Brasil vai na contramão tentando entregar seus rios e todo um investimento bilionário feito a partir do dinheiro público nesses 59 anos para desenvolver o país.

Por todas essas razões, o Sindicato dos Urbanitários do Pará se posiciona contra a privatização da Eletrobras e suas subsidiárias, entre as quais a Eletronorte, e está na luta, em mobilização e em campanha contra essa MP, que deve caducar em 22 de junho, devido a mudanças feitas pelos senadores.

Vamos continuar firmes na luta pela manutenção da Eletrobras e Eletronorte como empresas públicas com controle social e levando energia e desenvolvimento aos povo brasileiro. Vamos em frente. A luta continua!