PLR: Sindicatos apresentam proposta mais justa

Celpa Equatorial insiste em prejudicar os trabalhadores/as

Na tarde de ontem, 22/4, os Sindicatos (Urbanitários e Engenheiros) tiveram reunião com a comissão da Equatorial Pará (Celpa) sobre a PLR 2020.
Os sindicatos haviam deixado em mesa na semana passada uma proposta justa e levando em conta a conjuntura vivida no momento e que visa beneficiar a todos e todas. Mas lamentavelmente a empresa escolhe trilhar o caminho da intransigência, da resistência, da inflexibilidade, preferindo prejudicar os trabalhadores/as.

Pagamento - Na reunião de negociação da PLR realizada nesta quinta-feira, os representantes da empresa comunicaram às entidades sindicais que a PLR 2020 será paga no dia 30 de abril.
É oportuno lembrar que há um acordo coletivo firmado entre os representantes dos trabalhadores/as e a Celpa Equatorial regendo o Programa de Participação nos Lucros ou Resultado (PPLR). E que esse acordo prevê o pagamento da PLR em até 31 de março. Portanto, pagar em 30 de abril é descumprir acordo, prejudicar trabalhadores/as.

Proposta - Com boa vontade e lealdade, a empresa poderia muito bem acolher a proposta dos Sindicatos, que é de pagar a Bonificação Adicional no valor de somente metade da remuneração, visto que o Índice de Arrecadação (IAR) foi prejudicado pelas medidas decorrentes da pandemia e não pela falta de empenho dos trabalhadores/as. Bem como, uma dose de bom senso poderia fazer a empresa aceitar alterar as notas alcançadas. Nesse ponto, a proposta dos Sindicatos é nivelar as notas no mínimo, ou seja, 8. Para quem tirou nota abaixo de 8, ficaria com 8 e quem tirou 8 ou mais, ficaria com a sua nota alcançada. Desta forma, o pagamento se daria proporcionalmente às notas, sendo a nota mínima 8.

Incompetentes - Ocorre que a proposta da empresa NÃO visa beneficiar a grande maioria dos trabalhadores/as, visa favorecer a diretoria da empresa, gerentes, executivos e líderes, que não tiraram boas notas. Agora cabe a pergunta, esses diretores são incompetentes?
E mais, no ano passado, em outubro, quando negociamos o PPLR, as entidades sindicais alertaram a empresa de que esses indicadores não seriam atingidos justamente devido as medidas decorrentes da pandemia da Covid-19. A empresa fez vista grossa e afirmou que seriam atingidos, ou seja, ela mentiu para os sindicatos e para os trabalhadores/as e agora quer passar essa fatura para os que ela chama de colaboradores. Isso não é justo!

Lucro - A Celpa Equatorial e o Grupo Equatorial não têm motivos para sacrificar a PLR dos trabalhadores/as porque mesmo na pandemia teve o lucro elevado em 37,8%, alcançando R$ 624 milhões em 2020.
O Grupo Equatorial conseguiu sair da casa de de bilhão para bilhões, lucrando ano passado R$ 2.257 bilhões, cifra maior em 52,1% em relação ao lucro de 2019 (R$ 1.484 bi).
Uma PLR justa é o mínimo que a empresa pode fazer pelos que se dedicam ao alcance de lucros tão magnânimos. Vamos à luta!


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