Auxílio de três parcelas de R$ 200 proposto pelo governo é inaceitável, diz CUT

 O governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) acenou com a possibilidade de pagar três parcelas de um novo benefício por causa da pandemia do novo coronavírus, que agravou ainda mais a crise econômica no país.

 
A ideia do governo é pagar apenas R$ 200,00 para metade da população que recebeu o auxílio emergencial de R$ 600,00 (R$ 1.200,00 para mães solo), aprovado pelo Congresso Nacional, após pressão da CUT, demais centrais e parlamentares de oposição, em março do ano passado, e que terminou em dezembro de 2020. Na época, o governo também propôs pagar apenas R$ 200, mas foi voto vencido. Ao todo foram beneficiadas 64 milhões de pessoas com R$ 50 bilhões ao mês. A nova proposta do governo prevê o pagamento das três parcelas a 32 milhões de pessoas a um custo de R$ 6 bilhões mensais.
 
Além do valor ínfimo, o ministro da economia, o banqueiro Paulo Guedes, ainda quer impor condições extremamente nocivas aos trabalhadores e servidores públicos. Guedes condiciona o pagamento do novo auxílio, que se chamaria Bônus de Inclusão Produtiva (BIP), à aprovação, por parte do Congresso Nacional, da reforma Administrativa, que pode reduzir salários e jornadas de servidores públicos, e promover uma série de prejuízos à população em geral.
 
A proposta de reforma Administrativa em troca do novo auxílio é criticada pelo economista e presidente do Instituto Lula, Marcio Pochmann, por duas razões. Primeiro que o setor público foi o único que abriu mais vagas de emprego do que demissões, especialmente nos municípios. Foram mais de 100 mil novas contratações de servidores, enquanto 14 milhões de trabalhadores, a maioria da iniciativa privada, amargam o desemprego. O segundo é que cortes orçamentários prejudicam ainda mais a retomada da economia.
 
Apesar da proposta de reforma Administrativa em troca do auxílio, Pochmann vê na decisão do governo um passo atrás no discurso de que a economia estava se O governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) acenou com a possibilidade de pagar três parcelas de um novo benefício por causa da pandemia do novo coronavírus, que agravou ainda mais a crise econômica no país.
 
Fonte: CUT Brasil

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