Data-base 2022: proposta da Equatorial Celpa continua sem avanços

Na mais recente reunião de negociação da data-base 2022, ocorrida na terça-feira, 8/11, a empresa insistiu na sua proposta com retrocessos. Os dirigentes sindicais disseram NÃO à proposta e foram enfáticos ao afirmar que jamais irão concordar com uma proposta prejudicial aos trabalhadores e trabalhadoras.

REUNIÃO SEXTA-FEIRA, 11
A reunião que estava agendada para a quinta-feira, 10, foi adiada para a sexta-feira, 11/11.
Não vamos aceitar propostas que tragam prejuízos à categoria. A data-base não é da empresa, pertence aos/as trabalhadores/as!

NOVA EMPRESA
Em setembro deste ano, a Equatorial comprou a distribuidora de energia Celg-D, da Enel, de Goiás, pagando R$ 1,58 bilhão. O Grupo Equatorial, que já tem forte atuação em distribuição no Norte e Nordeste e também atua no Sul do País, ampliou para o Centro-Oeste, adicionando à sua base mais de 3,3 milhões de clientes.
É desumana e injusta a prática empresarial de ganhar em cima do prejuízo dos/as trabalhadores/as, justamente os que suam a camisa para que a empresa alcance os crescentes lucros bilionários anuais.
Assim como não há motivo para propor redução do Auxílio-creche (Cláusula 17ª) em 19,90%. E a desumanidade não para por aí, propõe ainda reduzir todas as faixas, diminuindo de 6 para 5 anos a idade máxima para o recebimento deste benefício.

AUMENTO REAL
Deveriam conceder ganho real, mas ao invés disso, vêm propor somente 80% do INPC no Auxílio-matrícula escolar, no Vale-alimentação natalício (os Sindicatos defendem aumento real), no Auxílio-funeral, no Seguro de Vida e no valor da multa por descumprimento do ACT.

PARCELAMENTO
Devido a recusa da proposta da empresa pelos Sindicatos, a comissão da Equatorial Celpa propôs pagar o INPC parcelado em três cláusulas econômicas: Salários, no Adicional para dirigir veículos e no valor do Vale-alimentação (os Sindicatos defendem aumento real). O parcelamento seria 70% em novembro e 30% daqui a oito meses, em junho de 2023.
A empresa continua dizendo não para todas as propostas dos trabalhadores/as, inclusive para as cláusulas novas.
Na proposta deles, tem ainda uma mexida no banco de horas de forma a permitir a compensação de horas aos sábados e na apuração de hora extra para retirar os dias santificados e o sábado, o que traz prejuízos aos/as trabalhadores/as, não concordamos!

NENHUM DIREITO A MENOS
A proposta de forma geral permanece inaceitável. E isso foi dito à comissão da empresa. Nunca negociamos e não vamos negociar prejuízos aos trabalhadores.
A empresa tem as melhores condições de valorizar os seus trabalhadores/as. O momento é de avançar no acordo coletivo. Nossa luta é por mais direitos, pelo emprego e por respeito. Vamos em frente, a luta continua!