Urbanitários protestam contra privatização da Eletronorte/Eletrobras

Na manhã desta quinta-feira, 14 de junho, o Sindicato dos Urbanitários do Pará realizou um ato público em frente à sede da Eletronorte, no bairro do Guamá. Movimentos sociais e o deputado estadual Airton Faleiro também participaram do movimento.
O objetivo é mostrar à população a necessidade da luta contra a tentativa do governo golpista de privatizar o sistema de geração de energia do País. O presidente do Sindicato, José Bianor, em seu discurso, explicou os riscos. “Privatização resulta em aumento abusivo de tarifa, degradação do serviço e demissão em massa”, avisou.
O deputado Airdton Faleiro colocou o mandato dele à disposição da luta contra a privatização da Eletronorte e da Eletrobrás. Representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) também se posicionaram contra a privatização.
Diretores do Sindicato e empregados da Eletronorte participaram do ato e colocaram questões como a ameaça à soberania do Brasil, pois vender a Eletronorte significa privatizar rios, lagos e outros espaços públicos que hoje são fonte de energia, riqueza e por isso são também fonte da cobiça de países ricos que já destruíram seus recursos naturais.
Não há como não estabelecer um paralelo entre a ameaça de privatização da Eletronorte e o leilão da Celpa, que ocorreu em 1998. O paraense teve a conta de energia elevada muito acima da inflação e paga umas das tarifas de energia mais caras do Brasil. Na Celpa, teve demissão em massa, acidentes de trabalho, aviltamento de direitos e piora no serviço prestado.
O ato realizado nesta quinta-feira faz parte da campanha nacional Energia não é mercadoria, que inclui audiências públicas, paralisações, greve e comerciais na TV e redes sociais, etc. Venha você também para a luta contra a privatização da Eletronorte e Eletrobrás. Afinal, se privatizar, a conta vai aumentar. #EnergiaNãoÉmercadoria.