Rubens Paiva: juízes são “uma casta sobre a miséria e a desigualdade social”

A cada dia, o brasileiro se surpreende com as diferenças de ganhos e auxílios entre alguns juízes, promotores e quem os sustenta, o contribuinte comum.
A cada dia, é difícil compreender como a lei exige um teto salarial, mas alguns juízes e promotores, com penduricalhos inexplicáveis, apesar de legais, ultrapassam os limites éticos e morais.
Seus salários são pomposos. São bons, dignos, justos.
Alguns requisitam auxílio moradia, mesmo morando no mesmo local em que trabalham.
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São uma casta sobre a miséria e a desigualdade social.
São uma elite sobre um povo sem saúde e educação dignas.
Como membros de um politburo, ou aristocratas numa monarquia falida, criaram uma classe intocável, a que todos temem, e que se mantém firme com seus privilégios legais mas imorais através das ameaças e do poder.
Um juiz pode impedir a circulação de jornais, até bloquear uma rede social.
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Quem dará um fim nisso?
Quem tem coragem para dar um fim nisso?
Talvez os éticos do próprio Judiciário, juízes e promotores sensíveis às dificuldades do país, que não são poucos (nem poucas).