Urbanitários do Pará entregam ao MPF representação contra a privatização da Eletrobras

Entidades representativas dos trabalhadores do sistema elétrico no Pará entregaram na tarde desta quinta-feira (05/10) nas mãos do procurador chefe do Ministério Público Federal do Pará, Alan Mansur, uma representação contra o processo de privatização do sistema Eletrobras, que tem a Eletronorte com uma das principais empresas. “O documento mostra que houve vazamento de informações privilegiadas e expõe o conflito de interesses do secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, que foi conselheiro do grupo Equatorial, controlado pelo grupo GP Investimentos, que por sua vez tem interesse em assumir o controle acionário da Eletrobras”, resume o presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Pedro Blois.


A FNU e o Sindicato dos Ubanitários do Pará assinam o documento que pede o acolhimento da representação e solicita a instauração de inquérito civil para apurar a denúncia feita pela imprensa que “mostra a relação, no mínimo eticamente questionável, entre pessoas e grupos empresariais envolvidos no processo de privatização”, frisa Jorge Costa, representante do Sindicato dos Urbanitários do Pará.
Segundo o documento, o grupo GP Investimentos já é o segundo maior acionista da Eletrobras e tem interesse em se tornar acionista majoritário. O GP controla a Equatorial, controladora da Celpa, da Cemar (Maranhão) e da Light Rio, empresas que tiveram como conselheiro o atual Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, um dos responsáveis pelo processo de privatização da Eletrobras. “O conflito de interesses é claro. A energia é um produto estratégico para o país e não uma mera mercadoria. Esse processo de privatização coloca em risco a segurança do setor elétrico e a economia nacional trazendo consequências terríveis para a sociedade. Aumento da tarifa e exclusão de uma parcela da população sem condições financeiras serão as principais consequências sociais”, finaliza Pedro Blois.